

Atividade física reúne idosos e amplia convivência em academias de Maringá
Academia no Parque Itaipu tem cerca de 30% dos alunos com mais de 60 anos. Além da saúde, exercícios ajudam na convivência e podem apoiar a recuperação de movimentos.
A atividade física passou a fazer parte da rotina de pessoas idosas em Maringá. Em uma academia do Parque Itaipu, cerca de 30% dos alunos têm mais de 60 anos.
Aos 83 anos, Dona Enedina pratica pilates, ginástica, musculação e caminhada. Ela conta que o hábito de caminhar já fazia parte da rotina quando morava no sítio e que encontrou novas formas de se manter em movimento depois de se mudar para a cidade.
Para o professor Wendell Arthur Lopes, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), os espaços de atividade física também funcionam como locais de convivência, especialmente após a aposentadoria. Segundo ele, a rotina pode levar muitos idosos a permanecerem mais tempo em casa e perderem contato com outras pessoas.
Os exercícios também podem fazer parte de processos de recuperação. Paulo, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há cerca de 15 anos, retomou movimentos com uma rotina de treinos. De acordo com a estagiária Paola Panullo, ele passou a andar sem muleta.
As atividades, segundo Lopes, precisam considerar as características e necessidades de cada pessoa. Entre as opções citadas estão caminhada, ciclismo, natação, musculação, pilates e yoga, além de exercícios de coordenação motora e equilíbrio.
Uma análise da Vigitel aponta que quase 27% dos idosos faziam atividades físicas no tempo livre em 2023, considerando ao menos 150 minutos semanais de exercícios moderados. Em 2010, o índice era de cerca de 20%.
Fonte: Maringá Post
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