Bisneto procura hélice que ajudou a manter aviação em Curitiba em 1914
Reprodução/Tribuna do Paraná
Cidades

Bisneto procura hélice que ajudou a manter aviação em Curitiba em 1914

Cezar Essenfelder de Azevedo busca a peça produzida em Curitiba após a quebra da hélice do primeiro avião a voar na cidade. Ele também investiga uma possível réplica e reúne documentos sobre o episódio em um acervo digital público.

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Por Redação Clique Paraná · 31 de agosto de 2026 às 01:18
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A hélice usada no primeiro voo de avião em Curitiba, realizado em 1º de abril de 1914 no prado do Jockey Club, ainda não foi localizada. A peça original quebrou durante o pouso e, como não havia similar no Brasil, uma nova unidade encomendada da Europa levaria três meses para chegar.

A solução foi encontrada na fábrica de pianos F. Essenfelder, na Rua Aquidaban. Floriano Essenfelder, então com 24 anos, produziu manualmente uma nova hélice em 21 dias. O avião voltou a voar, e a peça foi exposta na vitrine da loja O Louvre, no centro da cidade.

O bisneto de Floriano, Cezar Essenfelder de Azevedo, passou o último ano consultando jornais de 1914 e arquivos públicos. A pesquisa também identificou que houve um segundo voo em 21 de abril daquele ano, marcado por problemas na hélice e risco de acidente, segundo o Diário da Tarde.

Uma possível peça compatível foi encontrada no Museu Casa de Santos Dumont, em Petrópolis. Trata-se de uma hélice de duas pás, laminada, com oito furos de fixação e cubo com prato metálico, atualmente pintada de vermelho. A procedência ainda é investigada, e Cezar pediu que a tinta não seja removida antes de uma análise da madeira.

A identificação poderá ser feita a partir de uma pequena lasca. Madeiras como imbuia, cedro, canela e peroba indicariam origem paranaense; nogueira, mogno ou bétula apontariam procedência estrangeira, segundo Cezar. A família não pretende ficar com a peça caso ela seja localizada: a intenção é que seja destinada a um museu no Paraná.

Cezar também procura informações sobre Jorge Leitner, apontado como responsável pela ideia de recorrer à fábrica de pianos, além de relatos sobre uma hélice antiga guardada em um hangar do Bacacheri e um documentário paranaense dos anos 1970 sobre aviação. Enquanto isso, ele encomendou uma reconstrução em tamanho real, feita à mão pelo método da época, com entrega prevista para outubro ou novembro. O material reunido está sendo organizado no acervo digital público Essenfelder Legacy.

Fonte: Tribuna do Paraná

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