

Câmara de Curitiba vota na segunda abertura de processo contra Eder Borges
Os vereadores de Curitiba decidem na segunda-feira (10) se recebem a denúncia ético-disciplinar contra Eder Borges (Novo). O caso envolve um gesto simulando uma arma de fogo durante uma sessão da Câmara.
A votação ocorre no plenário da Câmara Municipal de Curitiba e definirá se será aberta uma Comissão Processante contra o vereador. Se a denúncia for recebida, três parlamentares serão sorteados para integrar o colegiado, que escolherá presidente e relator entre seus membros.
A comissão fará uma nova apuração, com direito ao contraditório e à ampla defesa para Eder Borges. Ao fim dos trabalhos, poderá recomendar ou não a aplicação de uma penalidade.
O episódio ocorreu em 1º de abril, após uma Tribuna Livre requerida pelo vereador Angelo Vanhoni (PT) e utilizada pela professora Diana Cristina de Abreu, presidente do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac). Durante um registro fotográfico no plenário, Borges fez o gesto simulando uma arma de fogo. A situação provocou discussão e exigiu intervenção da Presidência e da equipe de segurança.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar decidiu encaminhar o caso ao plenário em reunião realizada em 31 de julho. A relatora, vereadora Laís Leão (PDT), avaliou que a possível infração poderia ser mais grave do que a apontada inicialmente pela Corregedoria, que havia considerado a possibilidade de censura pública. Entre as penalidades analisadas está a suspensão temporária do mandato.
Cinco vereadores que assinam a representação não poderão votar nem integrar eventual Comissão Processante: Vanda de Assis (PT), Giorgia Prates – Mandata Preta (PT), Angelo Vanhoni (PT), Professora Angela (PSOL) e Camilla Gonda (PSB). Os suplentes serão convocados para a votação, mas também não poderão participar da comissão.
Fonte: RIC Paraná
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