Centro de Curitiba tem queda nos roubos, mas mantém sensação de insegurança
Reprodução/Tribuna do Paraná
Segurança

Centro de Curitiba tem queda nos roubos, mas mantém sensação de insegurança

O 33º Batalhão da Polícia Militar registrou redução de 41% nos roubos no Centro entre maio e agosto de 2024 e o mesmo período de 2026. Furtos, tráfico de drogas, problemas urbanos e a presença de pessoas em situação de rua continuam entre as principais queixas de quem circula pela região.

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Por Redação Clique Paraná · 13 de setembro de 2026 às 14:42
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O 33º Batalhão da Polícia Militar atua no Centro, Centro Cívico, São Francisco e Alto da Glória. A área reúne cerca de 52 mil moradores e recebe até 1 milhão de pessoas por dia, entre trabalhadores, estudantes, consumidores e visitantes.

Na comparação entre maio e agosto de 2024 e o mesmo período de 2026, os roubos no Centro passaram de 465 para 275 ocorrências, uma redução de 41%. Também foram registrados dois roubos de veículos, contra quatro no período anterior, e dois homicídios, ante cinco.

O batalhão cumpriu 92 mandados de prisão em 2026, contra 64 em 2024. Os encaminhamentos por tráfico de drogas passaram de 65 para 72, enquanto o número de prisões subiu de 208 para 228. Segundo o comandante da unidade, tenente-coronel Ronaldo Carlos Goulart, ao menos 80% dos chamados estão relacionados a ocorrências no Centro.

Apesar dos indicadores, a percepção de insegurança permanece entre moradores, comerciantes e frequentadores. As principais preocupações citadas são furtos, o chamado “microtráfico” e a presença de pessoas em situação de rua. O comerciante Antônio Silvano da Franca afirma que usuários de drogas nas proximidades de seu estabelecimento afastam clientes.

Para a presidente do Conselho Comunitário de Segurança do Centro Cívico, Valéria Prochmann, a segurança também depende de iluminação, conservação de calçadas, imóveis ocupados e controle de perturbações do sossego. O Conseg encaminha demandas da comunidade às autoridades e atua em conjunto com as forças de segurança.

A PM mantém um grupo de WhatsApp com cerca de mil comerciantes, líderes comunitários e síndicos. A ferramenta é usada para troca de informações, mas não substitui o acionamento do 190. A avaliação apresentada na reportagem é que a resposta à insegurança deve combinar policiamento, assistência, saúde e outras políticas públicas.

Fonte: Tribuna do Paraná

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