

Chuva atrasa plantio de soja e reduz qualidade do trigo no Paraná
Solo encharcado impediu o início da semeadura em Arapongas e deixou o trabalho lento em Guaraci. Excesso de umidade também elevou o risco de fungos na soja e causou perdas em lavouras de trigo no Norte do Estado.
O excesso de chuva atrasou o plantio da soja e prejudicou a colheita do trigo no Norte do Paraná. Em Arapongas, o solo encharcado impediu o início da semeadura. Em Guaraci, onde a terra é mais arenosa, as máquinas conseguem operar, mas o trabalho avança de forma lenta, aproveitando os períodos curtos de tempo firme.
Segundo o produtor Antonio de Oliveira Sampaio, áreas com mais argila demoram mais para secar. Já no arenito, a drenagem permite avançar gradualmente. A umidade também dificulta a aplicação preventiva de defensivos, aumentando o risco de fungos nas plantas de soja.
Na região de Londrina, foram registrados 259 milímetros de chuva em setembro, mais que o dobro da média do mês entre 1976 e 2025, de quase 109 milímetros. Nos primeiros 14 dias de outubro, o acumulado chegou a quase 241 milímetros, acima da média histórica de todo o mês, de 157 milímetros.
O primeiro boletim de outubro do Deral apontou que 36% da área estadual prevista para a soja já havia sido plantada. Na região de Londrina, o plantio estava em cerca de um sexto da área. A germinação foi favorecida pela umidade, e as condições das lavouras foram consideradas boas, apesar da dificuldade para realizar os tratos culturais.
No trigo, cerca de 30% das lavouras ainda faltavam colher, e esse volume estava classificado como regular ou ruim. O excesso de umidade reduziu a qualidade do grão, que pode perder o padrão para panificação e ser destinado à ração animal. Também foram relatadas perdas em aveia e triticale, além de custos adicionais com secagem artificial.
Fonte: Folha de Londrina
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