

Coluna alerta contra copiar métodos de empresas sem entender sua função
Abraham Shapiro compara práticas corporativas imitadas sem planejamento a uma “pista de bambu”. Segundo o colunista, reuniões, quadros e metodologias só funcionam quando estão ligados a processos, responsabilidades e equipes preparadas.
Em texto publicado pela Folha de Londrina, Abraham Shapiro afirma que empresas podem copiar rituais de organizações bem-sucedidas sem reproduzir as condições que davam resultado a essas práticas.
O colunista usa como comparação o episódio de comunidades do Pacífico que construíram pistas e torres de bambu após a saída de forças militares. A imitação não fez os aviões retornar, porque a operação dependia também de combustível, pilotos, comunicação e rotas.
No ambiente corporativo, Shapiro cita crachás, apresentações, reuniões diárias, post-its e metodologias com nomes em inglês como exemplos de elementos que podem ser adotados apenas na aparência. Para ele, uma reunião não resolve metas confusas, assim como um quadro não substitui processos e responsabilidades.
A orientação apresentada no texto é identificar qual problema uma prática resolvia e quais condições permitiam seu funcionamento antes de adotá-la. Depois, a empresa deve avaliar se dispõe dessas condições, adaptar o método, preparar as pessoas e acompanhar a execução.
O colunista conclui que, quando ninguém entende o motivo de uma atividade, o ritual se transforma em uma encenação que consome tempo, gera relatórios e pode criar a sensação de modernização.
Fonte: Folha de Londrina
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