

CPI ouve secretárias sobre terceirização na educação de Ponta Grossa
A Câmara Municipal de Ponta Grossa realizou, na quinta-feira (8), as primeiras oitivas da CPI que apura possíveis irregularidades em contratos de zeladoria e merenda nas escolas. Secretárias municipais confirmaram casos pontuais de desvio de função e defenderam a terceirização para suprir a falta de profissionais.
A primeira rodada de depoimentos da CPI das Terceirizações ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Ponta Grossa. A comissão investiga contratos da Secretaria Municipal de Educação para serviços de zeladoria e merenda escolar.
Foram ouvidas a secretária municipal de Educação, Joana D’Arc Panzarini Egg, e a secretária municipal de Administração, Isabele Moro. Os depoimentos foram conduzidos pela presidente da CPI, vereadora Enfermeira Marisleidy, pelo relator Ede Pimentel e pelo vereador Geraldo Stocco.
Joana foi questionada sobre denúncias de que professoras e diretoras estariam realizando tarefas de limpeza e cozinha. Ela confirmou que houve situações desse tipo, mas classificou os casos como pontuais. Segundo a secretária, existem 340 postos de zeladoria, dos quais 325 estão ocupados; as vagas restantes estão em processo de contratação.
Sobre a licitação, Joana afirmou que houve economia para o município, mas disse não saber informar o percentual exato. Ela também defendeu a terceirização como forma de enfrentar a defasagem no quadro das escolas, citando aposentadorias, adesões ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) e a demora para solucionar o problema por meio de concurso.
Isabele Moro também foi questionada sobre a economia gerada pelo contrato. A secretária afirmou que a avaliação deve considerar outros aspectos além do custo, como a desburocratização dos processos e a cobertura da falta de mão de obra nas escolas.
← Voltar ao início de Clique Paraná
Newsletter em preparação.
Continue acompanhando as notícias pelo portal.

