

Curitiba pode exigir botão de emergência em unidades de saúde
Projeto em análise na Câmara de Curitiba prevê dispositivos para ajudar profissionais diante de ameaças ou agressões. A proposta inclui hospitais públicos e particulares, UPAs e UBSs.
Profissionais de hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Curitiba poderão contar com botões de emergência para pedir ajuda durante situações de ameaça ou agressão. A medida ainda não está valendo: o projeto precisa passar pelas comissões da Câmara Municipal e pelo plenário, além de ser sancionado pelo prefeito.
A proposta prevê a instalação de dispositivos físicos ou eletrônicos, fixos ou portáteis, em salas onde os atendimentos são feitos individualmente e nas recepções. O sistema deverá identificar a unidade e a sala do acionamento e comunicar a administração, a Guarda Municipal, a Polícia Militar ou outro órgão responsável pela segurança.
Hospitais particulares também seriam incluídos. Caso o texto seja aprovado e sancionado, as unidades teriam até um ano para instalar os equipamentos. O projeto ainda prevê registro dos acionamentos, protocolo de resposta, treinamento periódico, manutenção dos dispositivos e placas informativas.
A proposta foi protocolada em 19 de agosto pelo vereador Professor Euler (MDB). Na justificativa, ele afirma que o custo dos equipamentos seria menor que os impactos de afastamentos causados por agressões físicas ou psicológicas.
Dados citados no projeto apontam que o Paraná teve 767 boletins de ocorrência envolvendo agressões contra médicos em 2024, o segundo maior número entre os estados. Outro levantamento, realizado em 2015 pelo Conselho Federal de Enfermagem em parceria com a Fiocruz, indicou que 70% dos profissionais de enfermagem pesquisados no país não se sentiam seguros no trabalho.
Fonte: band.com.br
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