CVM manda OnilX suspender ofertas de valores mobiliários
Reprodução/O Diário de Maringá
Paraná

CVM manda OnilX suspender ofertas de valores mobiliários

A Comissão de Valores Mobiliários determinou a suspensão em janeiro de 2026 e fixou multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento. A ordem alcançou 13 empresas do grupo com sede em Paranavaí, mas não impede a intermediação regular de criptoativos que não sejam valores mobiliários.

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Por Redação Clique Paraná · 28 de setembro de 2026 às 21:42
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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou, em 12 de janeiro de 2026, que o grupo Onil ou OnilX suspendesse ofertas públicas de serviços de intermediação de valores mobiliários. A decisão consta no Ato Declaratório nº 24.680, que alcançou 13 empresas e previu multa diária de R$ 1 mil se a ordem não fosse cumprida.

Após recurso, a CVM esclareceu em abril que a medida não proíbe a intermediação regular de criptoativos que não sejam valores mobiliários. A restrição se refere às ofertas de intermediação de valores mobiliários.

Desde julho, aumentaram as reclamações de clientes sobre saques não pagos. O perfil do Onil Group no Reclame Aqui passou de 48 queixas em 12 de agosto para cerca de 580 em 24 de setembro, com reputação “Não Recomendada”. Em 17 de agosto, a empresa anunciou um reposicionamento para o mercado institucional e a saída do varejo.

Também há ações judiciais contra a empresa. Em 19 de agosto, a Justiça de Curitiba autorizou uma busca de R$ 1.869.715,82 pelo Sisbajud, mas a consulta realizada em 24 de agosto encontrou saldo zerado nas instituições pesquisadas. O resultado não permite afirmar, por si só, que todas as contas do grupo estavam zeradas. Em 24 de setembro, o Metrópoles informou que a OnilX respondia a 108 ações em sete estados.

Documentos e publicações citados na reportagem mostram conexões de integrantes do grupo com o futebol e a política de Paranavaí. Entre os nomes aparecem o ex-prefeito Delegado KIQ, dois ex-secretários municipais e dois antigos integrantes do gabinete do deputado federal Tião Medeiros. Os vínculos descritos são políticos, profissionais e comerciais e, por si só, não comprovam participação nas condutas apontadas pela CVM nem responsabilidade pelos saques reclamados por clientes.

Em 2023, o Onil Group comprou 99% das ações da SAF do Atlético Clube Paranavaí por R$ 3 milhões, com promessa de investir R$ 10 milhões em cinco anos. A manifestação apresentada em 2026 sobre o comodato de dois lotes públicos ao clube cita empresas e integrantes ligados ao grupo, mas o arquivamento do inquérito ainda dependia de homologação do Conselho Superior do Ministério Público.

Fonte: O Diário de Maringá

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