

Debate no Paraná tem embates sobre corrupção, saúde e Porto de Paranaguá
O segundo bloco do debate da RPC reuniu críticas entre Requião Filho, Sergio Moro e Sandro Alex. Os candidatos discutiram ainda o SUS, a Copel e a segurança no Porto de Paranaguá.
O segundo bloco do debate da RPC foi marcado por confrontos sobre corrupção e alianças políticas. Requião Filho questionou Sergio Moro sobre críticas feitas pelo ex-juiz a Jair e Flávio Bolsonaro. Moro respondeu que as divergências com a família Bolsonaro estão superadas e citou a defesa de Carlos Lupi no caso das fraudes do INSS.
A discussão ética continuou com referências a investigações e à CPMI do INSS. Requião Filho afirmou haver diferença entre o discurso e a prática de Moro, que destacou sua atuação na área. O pedetista também defendeu Carlos Lupi, dizendo que ele não foi responsabilizado legalmente.
Moro e Sandro Alex tiveram outro embate sobre alianças políticas. O candidato do PL criticou o apoio do PSD, partido de Sandro Alex e do governador Ratinho Junior, ao governo Lula. Sandro Alex rebateu lembrando o voto de Moro favorável à indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal.
Na discussão sobre saúde, Sandro Alex sugeriu que Moro permanecesse no Senado para trabalhar por mudanças na tabela de repasses do SUS. Moro apresentou a proposta de criar o “SUS Paranaense”, inspirado no modelo paulista. Ele também cobrou tarifas menores e serviços mais eficientes da Copel.
O Porto de Paranaguá também foi tema de confronto. Sandro Alex associou a gestão passada a “corrupção e incompetência”. Requião Filho citou apreensões de cocaína pela Polícia Federal para questionar a segurança do porto, enquanto Alex atribuiu os resultados à atuação conjunta do Estado, da PF e da Receita Federal.
No fim do bloco, Sandro Alex acusou Requião Filho de querer reestatizar a Copel para “inchar” a máquina pública e atribuiu ao governo federal o aumento da tarifa de energia. Requião Filho respondeu que a Aneel apenas autoriza reajustes solicitados pela própria concessionária.
Fonte: aRede (Ponta Grossa)
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