

Dois guardas de Paranaguá são presos por suspeita de tortura
O TJPR determinou a prisão preventiva de dois guardas municipais de Paranaguá, no litoral do Paraná. Eles são denunciados por agredir e incendiar um homem em setembro de 2025; um terceiro agente é suspeito de ajudar a forjar um boletim de ocorrência.
Dois guardas municipais de Paranaguá foram presos preventivamente por determinação do Tribunal de Justiça do Paraná. Os nomes não foram divulgados, e o processo tramita sob sigilo.
Segundo o Ministério Público do Paraná, os agentes abordaram um homem na madrugada de 5 de setembro de 2025, sob a alegação de que cumpririam um mandado de prisão. Ele era apontado como possível autor do furto de uma bicicleta, acusação que não foi comprovada.
Ainda conforme a investigação, o homem foi algemado, levado a um local isolado e agredido. Depois, teria sido incendiado com álcool. Ele conseguiu escapar do fogo ao rolar por um barranco e entrar em um rio. Socorrido pelo Samu, foi levado ao Hospital Regional de Paranaguá, onde foram identificadas queimaduras de segundo grau e outros ferimentos.
Um terceiro guarda municipal é suspeito de orientar e auxiliar os outros dois na elaboração de um boletim de ocorrência com informações falsas. Os três foram denunciados por abuso de autoridade. Os dois envolvidos nas agressões também respondem por tortura. O terceiro agente não foi preso e está afastado por causa de outro processo.
A prisão ocorreu após recurso do MP-PR, depois de a Justiça de primeiro grau negar inicialmente o pedido. O Ministério Público também pediu a perda dos cargos públicos e o pagamento mínimo de R$ 30 mil para reparação dos danos à vítima. A Secretaria Municipal de Segurança informou que a Corregedoria-Geral da Guarda Civil Municipal apura eventual responsabilidade funcional e disciplinar.
Fonte: G1 Paraná
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