

Empréstimo com imóvel em garantia exige atenção em Maringá
As regras ampliaram, em 2026, as possibilidades de usar um imóvel em mais de uma operação de crédito. A modalidade pode oferecer juros menores, mas o atraso pode levar à perda do bem.
Em Maringá, empresas e instituições já oferecem empréstimos com casa, apartamento, terreno ou outro imóvel como garantia. A modalidade permite transformar o patrimônio em crédito e, normalmente, tem juros menores do que operações sem garantia.
A regulamentação do Banco Central passou a estabelecer condições para o uso do mesmo imóvel em mais de uma operação. Para pessoas físicas com imóveis residenciais, a cota de crédito pode chegar a 60% do valor de avaliação, respeitadas as demais regras do contrato. Um imóvel avaliado em R$ 500 mil, por exemplo, pode servir de base para uma operação de até R$ 300 mil.
O imóvel que já está em garantia também pode participar de outro contrato, desde que os limites previstos sejam cumpridos. Não há, porém, uma estatística pública consolidada sobre o número de operações feitas em Maringá em 2026 ou sobre imóveis retomados especificamente por falta de pagamento.
O principal risco está na inadimplência. Nos contratos com alienação fiduciária, o bem fica vinculado ao credor até a quitação. Se os pagamentos forem interrompidos, o devedor pode ser notificado para regularizar a situação.
Caso a dívida não seja paga dentro das regras previstas, pode ocorrer a consolidação da propriedade em nome do credor e, depois, a venda do imóvel. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça, em fevereiro de 2026, reforçou que, em determinadas situações, o pagamento da dívida atrasada após a consolidação não recupera automaticamente o contrato. Por isso, é necessário verificar as condições e a data do financiamento antes da assinatura.
Fonte: Maringá Post
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