Falta de vagas deixa corpos em câmaras frias em Foz do Iguaçu
Reprodução/G1 Paraná
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Falta de vagas deixa corpos em câmaras frias em Foz do Iguaçu

Cinco das nove vagas disponíveis nas câmaras frias do Hospital Municipal estão ocupadas por corpos de pessoas não identificadas. Eles aguardam a liberação de espaço nos cemitérios públicos para o sepultamento.

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Por Redação Clique Paraná · 3 de setembro de 2026 às 15:59
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A falta de vagas impede, nesta quinta-feira (3), o sepultamento de corpos no Hospital Municipal de Foz do Iguaçu. Segundo a Camis, responsável pelos cinco cemitérios públicos da cidade, cinco das nove vagas das câmaras frias estão ocupadas. Os corpos não foram identificados.

Nos últimos dois meses, a empresa abriu 10 jazigos gratuitos no Cemitério Municipal Parque Nacional. Apenas um corpo pôde ser exumado. Nos outros nove locais, os corpos ainda estavam íntegros, o que impediu a liberação das vagas.

A Camis informou que pretende liberar cerca de 14 jazigos ainda em setembro, mas não indicou uma data. A média histórica de sepultamentos gratuitos na cidade é de aproximadamente 24 por mês. Nos primeiros oito meses de 2026, a média ficou em cerca de 19,4 sepultamentos mensais.

A Prefeitura de Foz do Iguaçu afirmou que vistorias técnicas no Cemitério Jardim São Paulo identificaram a possibilidade de abertura de aproximadamente 50 novas vagas. Esses espaços ainda não estão disponíveis e dependem da execução de algumas etapas.

A situação ocorre durante uma disputa entre o município e a Camis. A prefeitura abriu um processo administrativo contra a concessionária, que terá cinco dias para apresentar defesa. A empresa afirma que comunicou o município sobre a falta de vagas, nega descumprimento contratual e diz que as exumações são uma tentativa de liberar espaços.

O caso também tramita na Justiça. Em decisão, o 3º Juizado Especial da Fazenda Pública determinou que a prefeitura apresente, em cinco dias, um Plano de Ação Emergencial para os 30 dias seguintes. O município cita estudos com potencial para criar novas vagas em cemitérios, enquanto a Camis afirma que a ampliação do Jardim São Paulo depende da renovação do contrato de concessão.

Fonte: G1 Paraná

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