

Historiador revisita mitos e personagens esquecidos da história de Maringá
Miguel Fernando falou ao podcast Ponto a Ponto sobre a formação urbana de Maringá, a vida rural e os registros esquecidos da cidade. O episódio completo está disponível no canal do YouTube do Maringá Post.
O episódio do podcast Ponto a Ponto com o historiador, pesquisador e documentarista Miguel Fernando aborda a formação de Maringá, os mitos sobre os primeiros anos do município e a participação de personagens anônimos na construção da cidade. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Ronaldo Nezo e gravada no VMark Estúdio.
Segundo Fernando, Maringá foi concebida como um projeto imobiliário pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Ele relacionou o traçado urbano, com ruas curvas, avenidas largas, praças e parques, a uma estratégia de valorização da área.
O pesquisador também contestou a imagem de que os primeiros tempos da cidade foram marcados apenas por tranquilidade e ascensão financeira. Na entrevista, mencionou a existência de favelas, ocupações irregulares e criminalidade, além de destacar que muitas pessoas não tiveram sucesso na trajetória de chegada ao município.
Outro ponto tratado foi o silêncio documental sobre a zona rural, onde vivia a maior parcela da população até a década de 1970. Fernando citou o relato de dona Kazuko, que chegou à região em 1939 e descreveu como era cruzar a pé ou de charrete o que hoje é o Jardim Alvorada, saindo da Gleba Guaiapó até chegar à estrada reta, que hoje é a Avenida Morangueira, para alcançar o centro.
Criador do Maringá Histórica, Fernando também defendeu a chamada “museologia social”, com a divulgação de acervos históricos nas plataformas digitais. O episódio completo está disponível no canal do YouTube do jornal Maringá Post.
Fonte: Maringá Post
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