Hospital contesta ligação entre seis mortes e contaminação na UTI pediátrica
Reprodução/Banda B
Segurança

Hospital contesta ligação entre seis mortes e contaminação na UTI pediátrica

O Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, contestou a versão de que seis mortes na UTI pediátrica foram causadas por uma mesma contaminação hospitalar. A manifestação ocorre após a Justiça aceitar denúncia contra uma médica, que virou ré por homicídio culposo.

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Por Redação Clique Paraná · 22 de agosto de 2026 às 02:14
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O Hospital Angelina Caron afirmou que as análises técnicas realizadas no caso não comprovaram que os óbitos tenham sido provocados por uma única contaminação ligada a falhas de higiene ou assistência. A instituição declarou que colaborou com a investigação e forneceu prontuários, informações e acesso aos profissionais envolvidos.

As seis crianças e recém-nascidos morreram entre maio e julho de 2024, quando estavam internados na UTI Pediátrica, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo o Ministério Público do Paraná, as mortes estariam relacionadas à contaminação por bactérias multirresistentes, com evolução para choque séptico e falência múltipla de órgãos.

A médica denunciada era diretora técnica da unidade no período. Para o MPPR, ela não teria fiscalizado o cumprimento de protocolos de assepsia e biossegurança. Com o recebimento da denúncia, a profissional passou a responder formalmente à ação penal.

Na nota, o hospital disse que uma perícia oficial não identificou condutas ou omissões da equipe médica que tivessem contribuído para a morte. A instituição também afirmou que a autoridade policial apontou ausência de nexo causal e que uma análise técnica especializada solicitada pelo Ministério Público não encontrou falhas nas condutas médicas ou de enfermagem examinadas.

O Angelina Caron defendeu que cada caso seja avaliado individualmente, porque os pacientes tinham condições clínicas e patologias de base diferentes. A instituição também ressaltou que a ocorrência de infecção ou sepse durante uma internação não prova, por si só, que a infecção foi adquirida no hospital, que houve transmissão entre pacientes ou que profissionais tenham responsabilidade.

Fonte: Banda B

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