

Irmão doa medula duas vezes para curitibano com doença rara
Rômulo Vicente foi o doador de Igor em 2007 e novamente em 2009, após a recidiva da anemia aplástica. O tratamento ocorreu no Complexo do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba.
Igor Vicente tinha 21 anos quando começou a apresentar cansaço extremo, dores de cabeça e fadiga. Exames apontaram anemia aplástica, doença rara que compromete a medula óssea e reduz a produção de células do sangue.
A primeira opção para encontrar um doador foi a família. Rômulo Vicente, irmão mais velho de Igor, foi considerado compatível e doou medula para o transplante realizado em 2007. Dois anos depois, em 2009, a doença voltou e ele precisou fazer uma nova doação.
O tratamento foi realizado no Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), em Curitiba. No transplante, o paciente passa por quimioterapia, às vezes associada à radioterapia, para preparar o organismo. Depois, as células do doador são infundidas por meio de um cateter, como uma transfusão.
Segundo a médica Gisele Loth, o período mais crítico ocorre enquanto a medula antiga deixou de funcionar e a nova ainda não começou a produzir células sanguíneas. A recuperação continua após a alta, com acompanhamento para avaliar o funcionamento da medula e do sistema imunológico.
Quando não há doador adequado na família, a equipe pode consultar o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A compatibilidade é avaliada principalmente por características genéticas do sistema HLA, e irmãos biológicos têm maior probabilidade de compatibilidade completa.
A coleta pode ser feita por sangue periférico, com o uso de medicamentos e aférese, ou diretamente da medula óssea, em ambiente hospitalar e com anestesia. No caso de Igor, o segundo transplante teve o resultado esperado. Anos depois, ele se tornou pai de três filhos.
Fonte: Bem Paraná
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