Júri de ex-policial acusado de matar fotógrafo começa em Curitiba
Reprodução/aRede (Ponta Grossa)
Segurança

Júri de ex-policial acusado de matar fotógrafo começa em Curitiba

Ronaldo Massuia Silva é julgado pelo assassinato de André Muniz Fritoli e por sete tentativas de homicídio. Sessão começou nesta quarta-feira (9) e deve terminar na sexta (11).

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Por Redação Clique Paraná · 10 de setembro de 2026 às 00:52
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O Tribunal do Júri de Curitiba começou nesta quarta-feira (9) o julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva. Ele responde pela morte do fotógrafo André Muniz Fritoli, de 32 anos, e por sete tentativas de homicídio em um posto de combustíveis. O julgamento foi reservado para três dias, com previsão de encerramento na sexta-feira (11).

O processo reúne oito vítimas. Massuia é acusado de homicídio triplamente qualificado e sete tentativas de homicídio triplamente qualificadas, com as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa. Sete jurados — quatro homens e três mulheres — foram escolhidos para o Conselho de Sentença e permanecem incomunicáveis durante os trabalhos.

O ataque ocorreu em 1º de maio de 2022, em uma loja de conveniência no bairro Cristo Rei. Segundo a acusação, após uma discussão no estabelecimento, Massuia teria saído do local, retornado armado e efetuado disparos contra clientes e funcionários. André foi atingido no deck e morreu; Milena Christie Brotto sobreviveu. Outras cinco pessoas também teriam sido alvo dos disparos, conforme a denúncia.

A defesa afirma que o réu sofre de alcoolismo e transtorno de estresse pós-traumático e que não tinha plena capacidade de compreender os próprios atos. A tese apresentada é de que ele seja submetido a tratamento e internação, em vez de cumprir eventual pena em unidade prisional. A defesa também questionou documentos e vídeos incluídos no processo; a magistrada determinou a retirada de um vídeo e autorizou a substituição de uma testemunha.

A acusação defende a condenação pelos crimes descritos na denúncia. O julgamento terá depoimentos de 18 testemunhas de defesa, cinco de acusação e das vítimas. O interrogatório de Massuia deve ocorrer no fim dos trabalhos, possivelmente na sexta-feira, dependendo do andamento das audiências.

O Conselho de Sentença deverá decidir se o ex-policial será condenado ou absolvido. Massuia está preso desde o dia do crime e foi excluído dos quadros da Polícia Federal. Em abril de 2025, ele também foi demitido da corporação em decisão administrativa.

Fonte: aRede (Ponta Grossa)

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