

Júri de ex-policial por morte em posto de Curitiba é interrompido
O julgamento de Ronaldo Massuia Silva foi suspenso nesta quinta-feira (10), após a defesa informar que ele estaria tentando suicídio em uma cela. A juíza dissolveu o Conselho de Sentença, e um inquérito foi aberto para apurar o ocorrido.
O segundo dia do julgamento de Ronaldo Massuia Silva foi interrompido enquanto o acusado aguardava, em uma cela, o fim do interrogatório da última testemunha de acusação. Ele é acusado de matar o fotógrafo André Muniz Fritoli após uma discussão em um posto de gasolina de Curitiba, em maio de 2022.
Segundo a defesa, o advogado Heitor Luiz Bender percebeu que Massuia estava atentando contra a própria vida e pediu ajuda aos policiais. O acusado recebeu atendimento médico e, conforme a nota, passa bem.
Após o episódio, a juíza presidente dissolveu o Conselho de Sentença. Um inquérito policial foi instaurado para investigar o que ocorreu na cela.
Os advogados de André Muniz afirmaram que a forma como a notícia foi comunicada “instaurou pânico geral nos presentes”. A defesa pediu que o caso seja rigorosamente apurado e que um novo júri seja marcado o mais breve possível.
A defesa de Massuia classificou a situação como “real e extremamente grave” e negou que tenha havido encenação. O ex-policial continua preso. O caso de 2022 começou após uma discussão no posto, quando, segundo a Polícia Militar, Massuia teria efetuado disparos; o fotógrafo morreu na ambulância e outras três pessoas foram levadas ao hospital.
Fonte: Tribuna do Paraná
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