

Maringá: denúncias de violência podem ser feitas pelo 190 ou 153
Mulheres em situação de violência podem denunciar à Polícia Militar pelo 190 ou à Patrulha Maria da Penha pelo 153. Medidas protetivas são encaminhadas pela polícia em até 48 horas ao juiz, que tem mais 48 horas para decidir.
Em Maringá, casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo 190, da Polícia Militar, ou pelo 153, da Patrulha Maria da Penha. A orientação é buscar apoio ao menor sinal de agressão psicológica ou moral, especialmente em situações de escalada da violência ou de não aceitação do fim do relacionamento.
A principal medida preventiva prevista pela Lei Maria da Penha é a Medida Protetiva de Urgência. Segundo a fonte, a polícia tem 48 horas para encaminhar o pedido ao juiz, que dispõe de mais 48 horas para tomar a decisão. A concessão avalia o risco e não exige comprovação do crime.
Maringá registrou um feminicídio consumado em 2024 e outro em 2025. Nos dois casos, os autores eram servidores públicos instruídos, sem histórico criminal e vistos pela comunidade como pessoas integradas, segundo investigadores citados na reportagem.
Um levantamento acadêmico da Unicive apontou que a maioria dos feminicídios tentados ou consumados na cidade, nos anos de 2024 e 2025, foi cometida com armas brancas. A diferenciação entre lesão corporal e tentativa de feminicídio depende da análise da intenção do agressor e das circunstâncias do ataque.
A reportagem também relata que crimes de menor gravidade física são subnotificados. Muitas mulheres procuram a polícia apenas depois de agressões graves, quando revelam históricos de violência moral, psicológica, patrimonial ou sexual. No Paraná, as Delegacias da Mulher fazem um atendimento inicial e encaminham a vítima para um depoimento detalhado em ambiente especializado.
Fonte: Maringá Post
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