

Maringá reduz efetivo de trânsito enquanto frota passa de 384 mil veículos
Maringá tem hoje 84 profissionais no efetivo de fiscalização, contra 240 em 2012, enquanto a frota local superou 384 mil veículos. A Semob aposta em tecnologia, padronização de velocidades e mudanças no transporte para reduzir riscos e reorganizar a mobilidade.
A fiscalização de trânsito em Maringá passou a contar com 84 profissionais, ante 240 em 2012. Do total atual, cerca de 20 atuam exclusivamente no processamento e no monitoramento eletrônico, sem trabalho nas ruas. No mesmo período, a frota cresceu para mais de 384 mil veículos, média de 8,4 carros para cada 10 habitantes.
Para concentrar as equipes nos pontos mais críticos, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana lançou a plataforma Mais Vida. O sistema cruza infrações, denúncias pelo 156 e registros de sinistros para montar um mapa de calor e direcionar viaturas aos 20 cruzamentos com maior incidência de ocorrências.
A Semob também está padronizando as velocidades das vias. As avenidas municipais passam a ter limite de 50 km/h, com exceção de vias de contorno, como Colombo e Sincler Sambatti, que permanecem em 60 km/h. Radares e redutores eletrônicos de 40 km/h estão sendo substituídos por faixas elevadas em cinco pontos próximos a hospitais, unidade de pronto atendimento e escolas.
Entre os locais citados estão o Hospital Universitário, a UPA Zona Sul, o Hospital do Câncer e os colégios Unidade Polo e Campos Salles. Segundo o secretário Luciano Brito, os principais fatores associados às mortes e aos ferimentos graves são a imprudência, o excesso de velocidade e o uso do celular ao volante.
Na mobilidade ativa, trechos das avenidas Brasil e Pedro Taques foram reconstruídos. A ciclovia da Avenida Tuiuti terá semaforização exclusiva, e há um projeto para conectar as ciclovias das avenidas Serra Azul e Brasil pelas vias Tiradentes e Getúlio Vargas. Um decreto municipal em finalização prevê limite de 20 km/h para patinetes nas ciclovias, até 6 km/h nas calçadas quando autorizados e proibição nas vias expressas, como Colombo e Contorno Sul.
No transporte coletivo, a plataforma Na Hora Maringá georreferenciou os 2.400 pontos de parada, terminais e veículos da frota. Uma consultoria deverá estudar novos itinerários, a possibilidade de uso de vans ou micro-ônibus em trechos de baixa demanda, o modelo tarifário e a viabilidade de modais como VLT ou bonde urbano digital.
Fonte: Maringá Post
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