

Médico da UPA Boa Vista relata rotina com quatro emergências em meia hora
Ricardo Kaufmann trabalha há 22 anos na UPA Boa Vista, em Curitiba, onde os atendimentos seguem a gravidade e a urgência clínica, e não a ordem de chegada. Em um dos plantões, ele enfrentou quatro situações distintas em 30 minutos.
Na UPA Boa Vista, em Curitiba, os pacientes são classificados conforme a gravidade do caso pelo Protocolo de Manchester. A escala vai do azul, para situações menos urgentes, ao vermelho, destinado a emergências. A avaliação define a prioridade e o tempo máximo de espera.
O médico Ricardo Leandro Kaufmann, de 50 anos, atua na unidade há 22 anos. Formado pela Universidade Federal do Paraná em 2002, ele é especialista em geriatria, serviu ao Exército e também trabalhou na Região Metropolitana.
Um dos plantões mais marcantes ocorreu quando, em meia hora, Kaufmann atendeu um paciente psiquiátrico agressivo, uma pessoa com corte e lesão arterial, um caso de anafilaxia e uma mulher em trabalho de parto. As ocorrências envolveram psiquiatria, trauma, clínica médica e obstetrícia.
Segundo o médico, a rotina da unidade exige integração entre os profissionais. Ele afirma que a equipe consegue se comunicar durante as emergências até por meio de olhares, graças à experiência acumulada no trabalho conjunto.
A Secretaria Municipal da Saúde informa que Curitiba conta com nove UPAs, que recebem pacientes 24 horas por dia, sete dias por semana. A orientação da unidade é que todos sejam atendidos, mas a sequência depende da urgência clínica identificada na triagem.
Fonte: Bem Paraná
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