

Mortes cardiovasculares entre homens caem 16% na região de Apucarana
O número de óbitos por doenças do aparelho circulatório caiu de 272 para 227 entre janeiro e julho, nos 16 municípios atendidos pela 16ª Regional de Saúde. Mesmo com a redução, esse grupo de doenças continua liderando as mortes masculinas na região.
As mortes de homens por doenças cardiovasculares caíram 16% no primeiro semestre deste ano na área da 16ª Regional de Saúde de Apucarana. O levantamento considera os 16 municípios atendidos pela regional e aponta 227 óbitos entre janeiro e julho, contra 272 no mesmo período do ano passado.
As doenças do aparelho circulatório responderam por cerca de 30% dos 820 óbitos masculinos registrados neste ano. Apucarana teve 73 mortes por essa causa, de um total de 287 óbitos. Em Arapongas, foram 65 casos entre 210 mortes. Já em Jandaia do Sul, 17 dos 46 óbitos masculinos foram relacionados a problemas circulatórios.
Segundo a cardiologista Patrícia Callejas, a redução pode estar ligada à ampliação da promoção da saúde e dos diagnósticos precoces. Entre os fatores de risco citados estão hipertensão, tabagismo, obesidade, sedentarismo, colesterol elevado e consumo excessivo de álcool.
As doenças cardiovasculares incluem infarto agudo, AVC, hipertensão e insuficiência cardíaca. Falta de ar e cansaço excessivo estão entre os sintomas mencionados. A orientação é manter atividade física, não fumar, evitar o excesso de álcool e reduzir o sal na alimentação.
A avaliação cardiológica de rotina é indicada a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas. Para pessoas com fatores de risco, como diabetes ou hipertensão, o monitoramento deve começar aos 35 anos.
O câncer foi a segunda principal causa de mortes masculinas no período, com 179 óbitos, seguido pelas doenças respiratórias, com 111. Também foram registrados 109 óbitos por causas externas, 60 por doenças do aparelho digestivo e 44 por doenças do sistema nervoso.
Fonte: tribunadonorte.com
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