

Obra de quadra em escola de Antonina sobe de R$ 110 mil para R$ 1,3 milhão
A reforma da quadra da Escola Municipal João Paulino Vieira Filho ficou parada por mais de sete anos e teve o custo elevado de R$ 110.269,74 para R$ 1.369.906,54. O TCE-PR determinou que a Prefeitura de Antonina apresente, em 60 dias, um cronograma atualizado para concluir o serviço.
# Obra de quadra em escola de Antonina sobe de R$ 110 mil para R$ 1,3 milhão O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) apontou irregularidades na reforma e manutenção da quadra poliesportiva da Escola Municipal João Paulino Vieira Filho, em Antonina, no Litoral. A obra foi contratada originalmente no fim de 2013 por R$ 110.269,74 e permaneceu abandonada por mais de sete anos.
Em 2024, a prefeitura firmou um novo contrato com a empresa Manutec Construções Eireli para revitalizar e concluir o espaço. Com a nova contratação, o valor do empreendimento passou para R$ 1.369.906,54.
O Tribunal identificou que a estrutura ficou exposta e se deteriorou durante o período de abandono. Também apontou falhas de planejamento, como a ausência de projeto básico adequado, desenhos técnicos e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) do projeto e da fiscalização.
O TCE-PR aplicou multa individual de R$ 5.843,20 aos ex-prefeitos João Ubirajara Lopes e José Paulo Vieira Azim, ao ex-secretário de Planejamento e Obras Alexandre Franco Parodi e à engenheira civil responsável pela fiscalização. A empresa GPO Participações, contratada originalmente, foi citada no processo, mas não recebeu sanção no documento.
A Prefeitura de Antonina deverá apresentar ao Tribunal, em até 60 dias, um cronograma executivo com metas para a conclusão da obra. O empreendimento também foi incluído no Plano Anual de Fiscalização de 2026 do TCE-PR.
A Câmara de Antonina informou que o acórdão será analisado pela Procuradoria Jurídica e pelo Controle Interno. O Legislativo ainda avalia convocar uma audiência pública ou criar uma comissão para acompanhar a retomada dos trabalhos e o cumprimento das determinações do Tribunal. O ex-prefeito João Ubirajara Lopes questionou a decisão e afirmou que suas ações foram pautadas pela boa-fé e pela responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Fonte: Tribuna do Paraná
Informação que importa, direto do Clique Paraná.
Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

