

Pacientes relatam entraves em tratamento oncológico da Amil em Curitiba
Mais de 400 pacientes relataram dificuldades para manter tratamentos contra o câncer no Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), em Curitiba, segundo o instituto. A situação envolve autorizações, exames e a possível transferência de atendimentos para outras instituições.
Os relatos são de beneficiários da Amil atendidos no IOP, clínica do Grupo Med4u. O instituto estima que mais de 1,8 mil pessoas em Curitiba e na Região Metropolitana possam ser impactadas pela situação.
A controvérsia envolve a substituição de prestadores da rede credenciada da operadora e o cumprimento de decisões judiciais sobre a continuidade da assistência. O IOP afirma que permanece credenciado e aponta descumprimento de liminares que, segundo o instituto, garantiriam a manutenção dos atendimentos.
O caso levou ao ajuizamento de uma Ação Inibitória na Vara de Saúde Suplementar de Curitiba, no processo nº 0003970-76.2026.8.16.0001. A defesa técnica do Grupo Med4u afirma que as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o artigo 17 da Lei nº 9.656/1998 exigem equivalência do serviço e preservação do tratamento em andamento na substituição de prestadores.
Procurada pela Tribuna do Paraná, a Amil informou em nota que as autorizações para procedimentos e exames de seus beneficiários em tratamento no IOP estão regulares e sem atrasos. A operadora afirmou que a reorganização da rede cumpre a legislação da ANS e atende a uma decisão judicial favorável à substituição do prestador, publicada em 3 de setembro de 2026 pelo Tribunal de Justiça do Paraná.
A empresa também afirmou que oferece aos beneficiários a opção de migrar ou não para outra instituição de referência com atendimento integral. Segundo a Amil, duas demandas foram registradas na Ouvidoria durante o processo.
Outro ponto da apuração envolve relatos de pacientes que receberam chamadas de terceiros citando diagnósticos, exames e datas de aplicação de medicamentos. Notificada pela reportagem, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados informou que não possui procedimentos de fiscalização ou denúncias registrados especificamente sobre este caso no Paraná. O órgão explicou que, segundo a Lei Geral de Proteção de Dados, dados de saúde são considerados sensíveis e seu compartilhamento deve ser justificado por hipóteses legais, respeitando princípios como transparência e necessidade.
Fonte: Tribuna do Paraná
Matéria produzida com auxílio de inteligência artificial. Como verificamos.

