Pesquisador de Londrina identifica oito exoplanetas candidatos à água líquida
Fábio Calabrio Evangelista da Silva analisou 6.366 exoplanetas catalogados pela Nasa e selecionou oito com melhores condições estimadas para a presença de água líquida. O estudo foi apresentado em evento de astrobiologia no Rio de Janeiro.
Um pesquisador formado em Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) identificou oito exoplanetas que estão entre os melhores candidatos a apresentar água em estado líquido. A seleção foi feita após a análise dos 6.366 exoplanetas catalogados pela Nasa até o momento.
O trabalho considera fatores como temperatura, pressão e a chamada zona habitável — faixa de distância em relação à estrela que pode oferecer condições adequadas para a existência de água líquida.
Fábio Calabrio Evangelista da Silva, de 27 anos, é doutorando em astronomia no Observatório Nacional. Ele apresentou o estudo, intitulado “A identificação e a caracterização de planetas rochosos astrobiologicamente interessantes”, durante a 6ª edição do Astrobion, realizada entre 15 e 17 de setembro, no Rio de Janeiro.
O principal desafio é a distância. Os instrumentos atuais não conseguem observar diretamente a água na superfície desses exoplanetas. Por isso, os pesquisadores utilizam modelos científicos e sinais indiretos obtidos por telescópios e satélites.
Entre os métodos usados estão o trânsito, que identifica uma pequena queda no brilho da estrela quando o planeta passa à sua frente, e a velocidade radial, que mede oscilações provocadas pela atração gravitacional entre o planeta e sua estrela.
O líder do ranking é o GJ 1002 b, descoberto em 2022 e localizado a 16 anos-luz. Segundo a pesquisa, ele apresenta 98% de similaridade com a Terra em características como temperatura e massa, com cerca de 1,08 vez a massa do nosso planeta. A principal diferença é a estrela que orbita, uma anã vermelha mais ativa que o Sol.
Silva foi formado em Londrina e atualmente mora no Rio de Janeiro, onde trabalha no Observatório Nacional. Para o pesquisador, a busca por outros mundos também ajuda a compreender a origem da vida na Terra e a cuidar melhor do planeta.
Fonte: Folha de Londrina
Matéria produzida com auxílio de inteligência artificial. Como verificamos.

