

Polícia investiga feminicídio de estudante morta com 44 facadas em Londrina
Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, foi morta enquanto trabalhava na divulgação de uma academia na zona leste de Londrina. Um homem da mesma idade foi preso, e a polícia apura se o ataque foi planejado e se houve perseguição antes do crime.
A estudante de Nutrição foi atacada dentro de uma academia na Avenida Celso Garcia Cid, na zona leste de Londrina. Segundo a investigação, o homem pediu informações sobre o estabelecimento e, depois, solicitou que Thaissa mostrasse o espaço. A polícia afirma que ele tentou estuprá-la e a atacou com uma faca após ela reagir e tentar fugir. A jovem morreu no local após sofrer 44 golpes.
O investigado foi preso em flagrante depois de deixar o imóvel com ferimentos em uma das mãos e procurar ajuda nas proximidades. Ele teria dito que havia sido vítima de um assalto. Trabalhadores perceberam manchas de sangue no local, e os policiais encontraram Thaissa. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o homem confessou o assassinato durante a abordagem.
No interrogatório formal, acompanhado de advogado, ele apresentou outra versão. Confirmou que esteve na academia e que havia retornado ao local para procurar Thaissa, mas afirmou não se lembrar do que aconteceu. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça no dia seguinte.
A PCPR investiga se o ataque foi premeditado e se o homem perseguia ou insistia em manter contato com a estudante. Dias antes do crime, ele havia procurado emprego na academia, cadastrado um currículo e participado de uma entrevista, mas não conseguiu a vaga. Uma amiga relatou que Thaissa estaria incomodada com a insistência dele relacionada ao emprego.
A perícia analisa material coletado sob as unhas da vítima. O exame pode ajudar a esclarecer a dinâmica da luta e indicar a presença de material genético. Novas testemunhas ainda devem ser ouvidas pela investigação.
Thaissa cursava o último período de Nutrição no Centro Universitário Filadélfia (UniFil) e havia sido contratada recentemente para trabalhar na academia. A Smart Fit informou que lamenta a morte e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A defesa do investigado declarou que ele tem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista e pediu uma avaliação individualizada, ressaltando que a condição não justifica o crime.
Fonte: Banda B
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