

Projeto usa inteligência artificial para apoiar tratamento do câncer em Londrina
O Projeto Capricórnio cruza dados clínicos, genéticos e científicos para auxiliar médicos na escolha de terapias personalizadas. A tecnologia é usada no Hospital do Câncer de Londrina e está em implantação no Hospital São Vicente, em Guarapuava.
O Paraná é o primeiro estado brasileiro a utilizar a ferramenta no tratamento de pacientes do SUS. A tecnologia do Google foi adotada pelo Governo do Paraná e ajuda equipes médicas a analisar casos complexos e cânceres raros.
A ferramenta cruza informações clínicas e genéticas dos pacientes com literatura científica e dados sobre tratamentos. Entre as bases consultadas está o PubMed, que reúne mais de 35 milhões de artigos biomédicos. Segundo o Hospital do Câncer de Londrina, uma pesquisa que poderia levar cerca de uma semana passou a ser feita em aproximadamente uma hora.
O sistema não substitui a avaliação dos especialistas. Ele funciona como apoio à decisão médica e auxilia na busca por terapias personalizadas. A implantação foi articulada pela Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial e pela Celepar.
O tema foi destacado pelo candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, durante sabatina promovida pela Rádio Paiquerê, Folha de Londrina e OAB. Ele afirmou que Londrina está na vanguarda nacional em inovação e atendimento oncológico.
O projeto integra investimentos para ampliar a estrutura do Hospital do Câncer de Londrina, referência para mais de 160 municípios. Um convênio prevê um novo bloco hospitalar, com investimento total de R$ 121,9 milhões, estrutura de quase 20 mil metros quadrados e 16 pavimentos. O espaço deverá ampliar a oferta de cirurgias de alta complexidade, internações, terapias intensivas e transplantes de medula óssea.
Fonte: Hoje no Centro Sul (Irati)
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