Quatro pessoas são condenadas por fraude eleitoral em São Tomé
Reprodução/maringapost.com.br
Política

Quatro pessoas são condenadas por fraude eleitoral em São Tomé

A Justiça Eleitoral condenou quatro pessoas por fraude no alistamento, compra de votos e uso de documentos falsificados em São Tomé, na comarca de Cianorte. Os crimes foram investigados antes das eleições municipais de 2024.

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Por Redação Clique Paraná · 26 de outubro de 2026 às 18:22
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A sentença foi proferida pelo Juízo da 88ª Zona Eleitoral após investigações da Operação Caronte. O Ministério Público Eleitoral informou que o grupo recrutava pessoas sem vínculo de residência com São Tomé para transferir ou fazer o alistamento eleitoral no município.

Segundo a investigação, entre os aliciados estavam adolescentes de 15 anos. Os envolvidos receberiam dinheiro por Pix ou em espécie e promessas de pagamentos após a votação, em troca da alteração cadastral e do compromisso de votar em candidatos indicados pelo grupo.

O esquema também teria usado comprovantes de residência adulterados ou falsificados, incluindo faturas de energia em nome de terceiros com endereços e numerações inexistentes. Em buscas nas casas dos réus, foram apreendidos títulos de eleitor recém-emitidos, documentos pessoais de terceiros e listas com centenas de nomes e números de CPF.

O líder do grupo recebeu pena de 18 anos, 1 mês e 9 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de 136 dias-multa. Ele foi condenado por associação criminosa, induzimento à inscrição fraudulenta por sete vezes, corrupção eleitoral por duas vezes e uso de documento particular falso para fins eleitorais.

Outro acusado, apontado como responsável pelo aliciamento de jovens, foi condenado a cinco anos de prisão em regime fechado e 28 dias-multa. Um terceiro integrante, reincidente, recebeu pena de dois anos e quatro meses, também em regime fechado.

Um eleitor cooptado foi condenado a dois anos em regime aberto por prestar declaração falsa. A pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária. Outros eleitores envolvidos firmaram acordos de não persecução penal com o Ministério Público Eleitoral.

Fonte: Maringá Post

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