

Quedas de energia geram prejuízos e deixam áreas rurais sem luz no Paraná
Oscilações e interrupções no fornecimento afetam produtores, provocam perdas na criação de animais e elevam os gastos com geradores. Em algumas localidades, moradores relatam estar sem energia há dias após as chuvas do início de setembro.
Produtores rurais do Paraná relatam prejuízos de milhares de reais por dia com quedas e oscilações de energia. A falta de luz interrompe equipamentos usados na pecuária, na piscicultura e na conservação de medicamentos, além de obrigar propriedades a usar geradores com custos extras de diesel e manutenção.
No primeiro semestre de 2026, mil frangos prontos para o abate morreram em um único dia nos aviários Riffel após a interrupção dos exaustores e comedouros. Em fevereiro, um produtor de Tupãssi, no Oeste, estimou em R$ 9 milhões o prejuízo causado pela perda de 900 mil quilos de tilápia depois que aeradores queimaram com as oscilações.
Em julho de 2026, o Sistema FAEP encaminhou uma representação ao Ministério Público do Paraná e ao Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União para pedir a apuração da qualidade do serviço prestado pela Copel. A entidade afirma que a instabilidade atinge cadeias como piscicultura, avicultura, suinocultura e bovinocultura de leite.
As chuvas do início de setembro deixaram 180 mil unidades consumidoras sem energia no Paraná entre os dias 31 e 1º. Até o dia 3, cerca de 2 mil unidades rurais ainda aguardavam o restabelecimento, principalmente na região Centro-Sul, segundo a Copel.
Em Marechal Cândido Rondon, o piscicultor Claus Lemmertz afirmou que precisa manter dois geradores, com consumo aproximado de 25 litros de diesel por hora cada. Se os equipamentos funcionarem por 24 horas, o gasto extra chega a R$ 7,8 mil por dia. Em Porto Amazonas, Felipe Oliva relatou ter ficado 48 horas sem atendimento e precisado ligar uma geladeira ao carro para conservar medicamentos e sêmen usados na produção.
No Patrimônio do Caratuva, entre Ibaiti e Arapoti, moradores dizem estar sem energia desde 29 de agosto. Paulo Barbosa afirmou ter perdido alimentos congelados e feito mais de dez ligações à Copel, sem receber previsão para o retorno do serviço.
A Copel informou que realiza religamentos graduais, manutenção de cabos, substituição de postes e troca de equipamentos. A companhia atribuiu os danos aos temporais, que quebraram 638 postes e romperam cabos em várias regiões do Estado, e afirmou que as equipes seguem trabalhando até o atendimento de todos os clientes.
Fonte: Tribuna do Paraná
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