Servidora é suspeita de desviar R$ 22 mil de programa social em Ponta Grossa
Reprodução/G1 Paraná
Segurança

Servidora é suspeita de desviar R$ 22 mil de programa social em Ponta Grossa

Uma servidora da Prefeitura de Ponta Grossa foi indiciada, junto com o marido, por suspeita de emitir mais de 100 cartões do PG+Humana em nome de terceiros, incluindo pessoas mortas. Segundo a Polícia Civil, o casal usou os benefícios e desviou mais de R$ 22 mil entre novembro de 2025 e julho de 2026.

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Por Redação Clique Paraná · 19 de setembro de 2026 às 06:30
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A fraude envolve o PG+Humana, programa que repassa R$ 220 por mês a famílias em situação de vulnerabilidade social de Ponta Grossa. A servidora teria usado dados de moradores que ainda não haviam solicitado o benefício para pedir os cartões em nome deles, sem autorização.

A mulher trabalhava em uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e tinha acesso a informações de pessoas de baixa renda. Conforme a investigação, ela falsificava as assinaturas nos termos de recebimento e utilizava os cartões para compras de alimentos, itens para a casa, eletrodomésticos e pagamento de contas pessoais.

O caso foi descoberto depois que uma pessoa procurou a Fundação de Assistência Social para pedir o benefício e foi informada de que já era beneficiária. A prefeitura fez uma auditoria interna e acionou as autoridades. A Polícia Civil também ouviu beneficiários e comparou os registros dos cartões com imagens de câmeras de estabelecimentos.

Os investigadores apontaram que a servidora e o companheiro foram registrados usando cartões vinculados a outras pessoas. Os dois foram indiciados por peculato e inserção de dados falsos em dispositivo de informações. Nomes não foram divulgados e não houve prisão, porque a polícia considerou que o afastamento da servidora da função impediu a continuidade da conduta.

A servidora foi transferida para outro setor da prefeitura, onde não tem acesso aos sistemas e aos cartões do programa. Em nota, a Prefeitura de Ponta Grossa afirmou que adotou as medidas judiciais cabíveis, classificou o caso como uma ação isolada e disse que os mecanismos de fiscalização continuam sendo aprimorados.

Fonte: G1 Paraná

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