

Tomografia identifica danos internos em árvores de Curitiba, mas não evita quedas
A tomografia sônica permite avaliar o interior dos troncos sem cortar as árvores. Em Curitiba, porém, a maioria das quedas ocorre por rompimento das raízes, problema que o equipamento não identifica.
A tomografia sônica portátil é usada para mapear a estrutura interna das árvores em Curitiba. O exame utiliza sensores fixados no tronco e ondas sonoras para produzir imagens em 2D e 3D, indicando áreas ocas, rachadas ou em decomposição.
A análise é escolhida conforme sinais de lesão, valor ecológico da espécie e localização da árvore. Os dados são registrados no Sistema Integrado de Monitoramento Ambiental (SIMA), da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA).
O resultado precisa ser interpretado por um profissional especializado. Uma cavidade no tronco não significa, necessariamente, que a árvore precise ser removida. Dependendo do laudo, podem ser indicadas poda de alívio de carga, escoramento ou amarração da copa com cabos de aço.
O exame, no entanto, não detecta problemas nas raízes. Segundo especialistas citados na reportagem, a maioria das quedas registradas na capital ocorre por ruptura do sistema radicular. Reformas de calçadas sem espaço adequado para as raízes e cortes durante obras podem comprometer a sustentação, mesmo quando o tronco está saudável.
A queda de uma árvore ou de um galho também pode ocorrer durante eventos climáticos severos. Por isso, a aparência externa do tronco não é suficiente para garantir a segurança de quem circula sob a copa.
Fonte: Tribuna do Paraná
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