Urbs mantém leilão do transporte de Curitiba apesar de suspensão do TCE-PR
Foto: Isabella Mayer/Prefeitura de Curitiba · Fonte: gazetadopovo.com.br
Mobilidade

Urbs mantém leilão do transporte de Curitiba apesar de suspensão do TCE-PR

A suspensão cautelar da licitação do transporte coletivo de Curitiba continua em vigor, mas a Urbs informou que mantém, inicialmente, o cronograma do edital. As propostas poderão ser entregues até 17 de novembro, e o leilão está previsto para 26 de novembro, na B3.

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Por Redação Clique Paraná · 22 de outubro de 2026 às 09:27
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A entrega das propostas para a concessão do transporte público de Curitiba está prevista até 17 de novembro, às 10h, na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O leilão foi marcado para 26 de novembro, no mesmo local. A Urbs informou que essas datas estão mantidas inicialmente.

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) suspendeu cautelarmente os cinco lotes da licitação na segunda-feira (19). A medida foi tomada pelo conselheiro Fabio Camargo, que apontou possível sobreposição de serviços e falta de definição sobre responsabilidades entre o sistema de Curitiba e o transporte metropolitano operado pela Amep.

O tema foi analisado em sessão nesta quarta-feira (21), mas o conselheiro Augustinho Zucchi pediu vista. A discussão deve ser retomada na próxima semana, e a suspensão continua válida até uma decisão do plenário do tribunal.

Em entrevista coletiva, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, negou que o edital provoque cobrança ou custos duplicados. Segundo ele, a proposta prevê o compartilhamento de linhas entre Urbs e Amep, com uma única passagem para o deslocamento entre Curitiba e a região metropolitana.

O edital prevê contrato de 15 anos, dividido em cinco lotes, e investimentos estimados em R$ 3,9 bilhões. Também estão previstos 250 ônibus elétricos entre 2027 e 2031, quatro novas linhas entre terminais e a retomada da linha Circular Centro, com veículos elétricos.

O TCE-PR apontou dúvidas sobre quatro linhas compartilhadas: Barreirinha/São José, Pinhais/Campo Comprido, Colombo/CIC e Caiuá/Cachoeira. Também questionou quem ficaria responsável pela manutenção, conservação e operação de terminais e estações-tubo usados pelos dois sistemas.

Fonte: Gazeta do Povo — Paraná

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