

Comércio de Maringá mantém empregos e não indica crise generalizada em 2026
O comércio de Maringá abriu 479 empregos formais no primeiro trimestre de 2026 e registrou 1.485 novas empresas até maio, sem sinais de retração generalizada. Os dados apontam pressão sobre modelos específicos do varejo, principalmente empresas grandes e endividadas.
O comércio varejista de Maringá não apresenta, neste momento, um quadro de crise generalizada. No primeiro trimestre de 2026, o setor abriu 479 empregos formais, ficando atrás apenas de serviços e construção entre os principais segmentos da cidade.
Até maio, Maringá registrou 1.485 novas empresas, sem contar os microempreendedores individuais, segundo o Painel Mensal da Jucepar. O município ficou em segundo lugar no Paraná nesse indicador, atrás de Curitiba.
No Estado, o varejo começou 2026 com 499.738 trabalhadores formais, alta de 1,9% em relação a janeiro de 2025. A Fecomércio-PR, porém, identificou acomodação do mercado de trabalho e redução em alguns segmentos, especialmente no comércio varejista não especializado.
A pressão aparece com mais força em grandes redes. A Casas Bahia pediu recuperação judicial em 16 de agosto, com dívida de R$ 17,3 bilhões, e anunciou o fechamento de 298 lojas. A Tok&Stok/Mobly também está em recuperação judicial e teve forte queda nas vendas no segundo trimestre.
Uma pesquisa da ACIM com 60 lojistas, divulgada em dezembro de 2025, mostrou um cenário dividido: 33% disseram ter vendido mais e 33% venderam menos. Para 2026, 70% esperavam aumento das vendas; 17% planejavam expandir e 42% pretendiam investir em inovação. Os dados indicam crescimento moderado ou estabilidade positiva em Maringá, mas não significam que todas as lojas estejam crescendo.
Fonte: Maringá Post
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